Museu do Aço em Monterrey

O “Museo Del Acero Horno3”, ou Museu do Aço, fica em Monterrey, México e foi inaugurado em 2007 em uma área de 1,5mil hectares de uma antiga unidade de produção de aço.

O Alto forno N°3 entrou em operação no ano de 1968, e após 18 anos de funcionamento contínuo sendo conhecido como o maior forno de América Latina, fecha suas portas em 1986. Em 2003 se iniciam os estudos para desenvolver nesse espaço um centro de ciência e tecnologia.

Localizado no centro do moderno “Parque Fundidora de Monterrey” – que recebe mais de dois milhões de visitantes por ano – o Museu do Aço narra a história da produção de aço, tanto para as gerações que se lembram da história do local quanto para os visitantes mais jovens.

O projeto arquitetônico foi desenvolvido por Grimshaw Architects, que, em conjunto com a Oficina de Arquitectura (seus associados em Monterrey) desenharam e elaboraram todos os documentos construtivos do projeto de restauração das antigas instalações. Depois de 20 anos sem uso e manutenção a estrutura se encontrava em um estado avançado de deterioração. Totalmente restaurada, em 2006 se inicia a construção dos novos espaços que complementariam o Museu: a “Galeria Del Acero”, o Pavilhão de acesso, salas de máquinas assim como o reparo e adequação das áreas restantes, conservando volumes, texturas, cores e mantendo em geral a aparência original das estruturas.
Outro aspecto importante do Alto Forno3 é a sustentabilidade. Este edifício é pioneiro em México na implementação de um sistema de ar condicionado por deslocamento, injetando ar frio pelo piso que climatiza apenas a zona de conforto dos usuários, evitando o custo de resfriar áreas mais altas, reduzindo o consumo de energia.
A abordagem de design mescla pontos de recuperação industrial com a restauração ecológica através do uso de tecnologias verdes. O paisagismo, projetado por Surfacedesign Inc. + Harari Arquitectura Paisagista, expressa o espírito da antiga glória industrial do local, enfatizando a estrutura do forno de 70 metros.
Todo o escoamento de águas pluviais dentro dos limites do museu é tratado lá mesmo. As plantas aquáticas macrófitas tratam a água antes de ser armazenada em uma cisterna subterrânea para uso na irrigação durante a estação seca.
O uso de telhados verdes (600m² de sistemas extensivos e intensivos) é para reduzir o impacto visual dos novos edifícios. No telhado superior, uma variedade de Sedum (vegetação ornamental tolerante a extremos climáticos) foi organizada de acordo com os padrões estruturais do telhado da nova arquitetura, e estão contidas por aquilo que parece ser um disco de aço flutuante. Já no telhado mais abaixo, um prado de ervas altas é uma abstração da conexão com o contexto pré-industrial da paisagem. Ambos funcionam como uma bio correção de solos degradados e para conforto térmico na nova estrutura.
Portal Metálica, Museu do Aço em Monterrey. Disponível em: <http://www.metalica.com.br/pg_dinamica/bin/pg_dinamica.php?id_pag=309>.